Não gosto de fazer posts muito colados uns com os outros pois fica parecendo flood, mas o post de hoje tem um motivo mais que justo.
Há exatos dezoito anos atrás, chegava ao Mega Drive, console de grande sucesso no passado, o jogo Sonic - The Hedgehog. Na época, o jogo foi uma verdadeira sensação; o marketing pesado que incluiu até meios televisivos fez com que todos ficassem sabendo do lançamento do que se tornaria o mascote da produtora japonesa SEGA. O jogo apresentava gráficos coloridos que até hoje são muito bonitos, músicas marcantes (quem não ficou com o tema da primeira fase, Green Hill Zone, gravado na mente?) e possuia na jogabilidade seu maior trunfo: como o nome do personagem sugeria, o jogo era ultra-veloz e a adrenalina rolava solta, algo nunca visto antes num jogo de aventura. A história não era nada demais: um cientista louco, o Dr. Robotnik queria dominar o mundo usando as Esmeraldas do Caos e, para isso, estava capturando os animais da floresta e os transformando em robôs, e o ouriço azul Sonic sai numa cruzada para salvar seus amigos (bem, nesse tipo de jogo, quem liga pra história, né? xD) Desnecessário dizer que, com tamanha qualidade, o jogo foi um sucesso estrondoso. No ano seguinte, foi lançada uma continuação que apresentava Tails, uma raposa que era amigo Sonic, e que podia voar girando suas duas caudas. Também foi inserido um novo elemento: ao coletar todas as Esmeraldas do Caos, Sonic podia se transformar em Super Sonic, uma clara homenagem aos super-saiyajins de Dragon Ball Z.
Em 1993, foi lançada a terceira aventura do ouriço supersônico, que introduzia o personagem Knuckles, que no ano seguinte seria estrela do game Sonic & Knuckles junto com o ouriço. Este jogo possuía um recurso inovavador que o permitia ser fundido aos dois jogos anteriores, e a junção de Sonic & Knuckles + Sonic 3 gerava um dos melhores jogos de aventura na opinião dos fãs. Neste meio tempo, Sonic ganhou vários spin-offs e remakes para o Mega Drive e outros consoles da Sega.
O tempo passou e os jogos de Sonic evoluíram, até chegar ao aclamado Sonic Adventure do Dreamcast, em 1998. O jogo foi um sucesso absoluto e gerou uma continuação em 2001, para comemorar os 10 anos de aniversário da franquia.
Infelizmente, a passagem do tempo não foi muito generosa com o pobre mascote: a avalanche de jogos insossos (e alguns realmente ruins) para diversas plataformas de jogo quase mataram o personagem. Mesmo os jogos mais recentes, como o esperado Sonic Unleashed, decepcionaram em muito os fãs, que até hoje esperam um jogo tão bom quanto os primeiros ou dois Adventures.
Enfim, Sonic é um marco na indústria dos jogos, e definitivamente merecia um tratamento maior do que vem recebendo. A franquia marcou a infância de muito marmanjo como eu, e merece ter seu lugar reconquistado.
Parabéns, Sonic, pelos seus 18 anos e a força de resistir à injustiças da modernidade!
Bem, estava eu ouvindo o último podcast do Melhores do Mundo, baseado em lendas lendárias, pérolas ocorridas durante partidas de RPG dos redatores do blog. Com isso, acabei me lembrando de uma que aconteceu durante uma das várias sessões que participei e vou contar aqui pra vocês.
Estávamos jogando eu, dois amigos (um mestrando e o outro como jogador mesmo) e minha ex-namorada. Era uma aventura no velho estilo de invadir uma masmorra, matar monstros e coletar tesouros, dentro de uma missão que estávamos cumprindo para um nobre local. O meu amigo que estava jogando como um guerreiro, passou o jogo inteiro apanhando e falhando nos seus testes, até que encontrou uma sala pequena. Lá, após quase morrer lutando contra um rato gigante (!), perguntou ao mestre se havia algo de valor na sala. O mestre pede a ele pra fazer um teste de percepção, que falha. O jogo continua e quando chega a rodada sua denovo ele refaz o teste, e desta vez passa. Nisso, o mestre narra a cena:
- Você achou na sala duas picaretas, uma pá pequena, uma corda de 20 metros e um baú médio com 30 peças de ouro.
- O quê? - responde meu amigo, indignado - EU PRECISAVA DE TESTE PRA PODER VER ISSO NUMA SALA PEQUENA?!
Número de Episódios: 49 (+ o especial Blade vs. Blade e o filme The Missing Ace) Produtores: Jun Hikasa, Saeko Matsuda, Naomi Takebe, Takaaki Utsunomiya Gênero: Tokusatsu Produtora: Toei Company/Ishinomori Productions Ano: 2004
A história de Kamen Rider Blade começa numa batalha de 10.000 anos atrás, onde seres 52 seres conhecidos como Undeads lutam pelo controle do mundo. Cada Undead representa uma espécie de animal, e ao Undead vencedor seria concedida a graça de sua espécia governar sobre a Terra. Como são imortais, ao serem vencidos os Undeads eram selados em cartas, e aquele que o derrotou poderia usar seu poder. O vencedor desta batalha foi o Undead Humano (conhecido como a categoria “2 de paus”), fazendo com que a raça humana fosse a soberana dentre as outras. Isso até os dias de hoje...
A organização conhecida como BOARD faz estudos para descobrir a origem da humanidade, o que os leva até a descoberta dos Undeads e a informação de que eram imortais. Um dos funcionários do alto-escalão da BOARD quebra o selo dos Undeads buscando descobrir o segredo por trás de sua imortalidade, e uma Nova Grande Batalha, com cada Undead buscando a supremacia de suas raças sobre sua raça é iniciada. Para conter a ameaça, a BOARD cria o Rider System, que faz com que humanos possam se fundir com Undead selado da Categoria Ace (Ás). Assim, eles também poderiam utilizar os poderes de Undeads selados e por fim à ameaça...
Personagens principais:
Aqui apresento os personagens de acordo com suas primeiras aparições na série. Mais adiante, alguns deles sofrem mudanças em suas personalidades e informações sobre seus passados aparecem. Essas informações foram propositalmente omitidas para não fazer spoilers.
Kenzaki Kazuma (Kamen Rider Blade): é o protagonista da série. Possui 22 anos e perdeu os pais num incêndio quando era criança, e se culpa por não ter podido fazer alguma coisa para ajudá-los. Por conta disso, jurou proteger todos os humanos que conseguisse. Possui um bom coração e um forte senso de justiça, mas sem ser um personagem extremamente forçado ou até mesmo bobalhão como outros protagonistas. Usando o poder da Categoria Ace of Spades (Ás de Espadas) do Undead Besouro, se transforma em Kamen Rider Blade, sendo sua principal arma uma espada. Possui também uma moto, a Blue Spader.
Tachibana Sakuya (Kamen Rider Garren): possui 25 anos e foi o primeiro escolhido pela BOARD para usar o Rider System, por isso Kenzaki mostra um grande respeito por ele, por ser seu “senpai”. Tachibana questiona alguns dos objetivos da BOARD. Parece possui uma doença causada pelo Rider System, e por isso, segue caminhos tortuosos no começo da série. Possui uma amada dos tempos da faculdade, Sayoko. Usa o poder da Categoria Ace of Diamonds (Ás de Ouro) do Undead Besouro-de-Chifre para se transformar no Kamen Rider Garren. Sua principal arma é uma pistola.
Aikawa Hajime (Kamen Rider Chalice): aparentemente possui 26 anos, mas logo no início da série, vários fatores nos fazem suspeitar de sua humanidade. Ele possui um Rider Belt, mas não é do mesmo tipo do Rider System criado pela BOARD, além de precisar usar outra carta para poder voltar à sua forma humana. Ao que parece, presenciou a morte de um pai de família, e passou a proteger a esposa (Haruka) e filha (Amane) do falecido homem, com quem desenvolveu uma forte ligação. É um homem misterioso e de poucas palavras. Usando a carta Ace of Hearts (Ás de Copas) do Undead Gafanhoto, pode se transformar no Kamen Rider Chalice. Sua arma é uma espécie de combinação de arco e lâmina dupla. Sua moto se transforma junto com ele.
Kamijou Mutsuki (Kamen Rider Leangle): um desmotivado adolescente de 17 anos, foi escolhido contra sua vontade para se tornar um Rider. É membro do time de basquete do seu colégio. Recebeu o poder da Categoria Ace of Clubs (Ás de Paus) do Undead Aranha. Porém, como o Undead não foi selado por ele mesmo, ele passa a exercer sua influência na mente de Mutsuki, sempre dividido entre o bem e o mal e com uma constante sede de poder. Usa como arma um bastão.
Hirose Shiori: é uma funcionária da BOARD, amiga de Kenzaki. Trabalha ajudando os Riders a localizarem os Undeads através de um programa de computador. Possui 20 anos, e suspeita que seu pai tenha sido o responsável pela quabra do selo dos Undeads.
Shirai Kotaro: um jovem escritor de 23 anos. Possui o sonho de publicar um livro sobre os Kamen Riders, e para poder acompanhar suas aventuras de perto, convida Kenzaki e Hirose para morarem um sua casa, já que ambos não tinham para onde ir. Possui uma irmã, Haruka e uma sobrinha, Amane. Está sempre desconfiado de Hajime por este morar com elas e nunca falar sobre si mesmo. É viciado em leite e serve como alivio cômico para a série.
Kurihara Haruka: é a irmã mais velha de Kotaro. Possui 29 anos e uma filha, Amane. Seu marido, um fotografo, morreu enquanto tirava fotos em uma montanha. Pouco tempo depois, Aikawa Hajime apareceu em sua vida, e passou a morar junto com elas. Possui um restaurante em sua casa chamado Jacarandá.
Kurihara Amane: é a filha de Haruka e possui 9 anos. É obcecada por Hajime, e sempre fica deprimida quando este desaparece para combater os Undeads. Ajuda sua mãe no restaurante Jacarandá e vive chamando seu tio Kotaro de idiota, principalmente quando este implica com Hajime.
Karasuma Kei: um cientista de 48 anos e comandante de Kenzaki e Tachibana na BOARD. Foi o responsável pela criação do Rider System.
Yamanaka Nozomi: é a namorada de Mutsuki. Possui também 17 anos, e está sempre preocupada com o amado, principalmente após sua mente começar a ser dominada pela Categoria Ace do Undead Aranha.
Aspectos Técnicos:
A série possui um roteiro muito bem-elaborado e sem furos grotescos, cheio de reviravoltas, embora não esteja totalmente livre de alguns clichês dos tokus. Várias vezes o limite entre o bem e o mal podem ser questionados na série, e as circunstâncias sobre as quais os personagens se encontram influi muito em suas ações. O conceito do uso das cartas de baralho e a função da carta Joker (coringa) na série foi muito bem-explorado também. A grande reclamação quanto ao roteiro é que poderiam ter explorado mais os personagens, sendo que muitos reclamam por eles serem “rasos” demais. Vale ressaltar o final da série, que possui um interessante elemento surpresa.
No quesito visual, Kamen Rider Blade mantém o nível produção dos tokusatsus que foram feitos nos anos 2000. O estilo de luta dos Riders é bem interessante, onde pode-se notar cada um possui sua maneira particular de lutar (destaco o estilo de Hajime/Kamen Rider Chalice, bem interessante). Ao selarem os Undeads em cartas, os Riders podem utilizar seus poderes (que vão desde a capacidade de lanças raios, passando por habilidades como super-velocidade, vôo e duplicação, até a capacidade de aumentar sua força e mudar suas formas), fazendo com que os Rider tenham um certo fator “Megaman”. Os Riders podem usar várias cartas simultaneamente, criando vários ataques novos (os próprios “Rider Kicks” desta série são utilizados através da cominação de duas ou mais cartas).
As musicas da série, como é de costume nos Rider na Nova Geração, estão muito boas também.
Conclusões Finais:
Até agora, foi a melhor série dos Rider da Nova Geração, em minha concepção. Possui lutas bem divertidas, ataques variados, e um roteiro bem-montado. Vale muito à pena! A quem tenha interessado, a série pode ser encontrada para download aqui.
Ae galera, tava dando minha ronda pelos sites nerds que frenquento e acabei de ver no JBox que o mangá BECK - Mongolian Chop Squad, de Harold Sakuichi vai ganhar uma adaptação para o cinema.
O anime homônimo baseado no mangá (que pode ser encontrado facilmente na internet) é um dos melhores que já vi, e conta a história do adolescente Yukio Tanaka (chamado pelos amigos de Koyuki), sua descoberta do mundo do rock n' roll e sua amizade com o guitarrista Ryuusuke Minami. Junto do rapper Chiba Tsunemi, do baterista Saku e do baixista Taira, formam a banda Beck. A série aborda as dificuldades que músicos têm de alcançar o estrelato, o mundo do rock n' roll mundial e as típicas dificuldades da adolescência, como bullying e relacionamentos.
O filme será dirigido por Yukihiko Tsutsumi, e conta com a presença do ator Hiro Mizushima no elenco - ator que ficou famoso ao interpretar o personagem Tendou Souji, o protagonista do tokustasu Kamen Rider Kabuto. Mizushima já participou de outras adaptações de mangás paras as telonas, e tem tudo para ser o intérprete de Ryuusuke.
Confiram abaixo um vídeo com Slip Out, uma das músicas executadas pela banda no anime: