terça-feira, 13 de dezembro de 2011
[review] The Elder Scrolls V: Skyrim
Fala, pessoal. Depois de um bom tempo sem escrever reviews de games (meu último foi de Marvel vs. Capcom 3, em março) e de enrolar um cado pra escrever este, eis que finalmente trago minhas impressões de The Elder Scrolls V: Skyrim (ou simplesmente Skyrim), e nada melhor que fazê-lo após ter sido declarado o jogo e RPG do ano no VGA 2011.
Antes de mais nada, deixo claro que este é meu primeiro contato com a série The Elder Scrolls, produzida pela Bethesda (mesma criadora de Fallout) e que começou em 1994 com o Arena, seguido de Daggerfall, Morrowind e Oblivion.
Skyrim passa-se 200 anos depois de seu antecessor, no país que dá nome ao jogo. Uma guerra civil assola o país, onde rebeldes desejam o desligamento da província do restante do Império. Além disso, o deus dragão Alduin vem destruir o mundo, trazendo de volta os terríveis dragões. Seu personagem começa o game como um prisioneiro, prestes a ser executado por um crime desconhecido. Quando o machado do carrasco está perto de mandar sua cabeça pro cesto, um dragão ataca a cidade onde você se encontra, aparecendo aí sua chance de escapar. A partir daí, após escolher se irá se aliar a um guarda imperial ou a um rebelde, você deverá impedir que o mesmo dragão destrua as cidade próximas, devendo avisar o regente. Após algumas missões, você finalmente descobre se um dos últimos Dragonborn (ou Dovahkiin, em língua dracônica), um ser que pode absorver as almas dos dragões mortos e usar seus poderes para derrotá-los (isso tudo não é spoiler, está descrito na caixa do jogo!).
Criando o personagem
Como já dito, seu personagem é um prisioneiro desconhecido, e pouco antes de partir para sua quase execução você deverá especificar sua aparência, raça e nome. Cada raça possui um poder inicial e uma série de habilidades, que devem ser levadas em conta dependendo do tipo de personagem que você deseja criar. Dentre as raças humanas temos os Imperials (raça dominante no país, mais propensa a ganhos financeiros), Nords (nativos de Skyrim, que desejam a liberdade, resistentes ao frio), Bretons (resistentes à magia e também bons magos), e Redguards (nativos do deserto, de pele escura e grande capacidade física). Dentre os elfos temos os Altmer ou High Elves (magos poderosos e elitistas), Bosmer ou Wood Elves (com empatia com a natureza e ótimos arqueiros) e os Dark Elves ou Dunmer (resistentes ao fogo e ótimos em aliar magia e habilidades de combate). Temos também os Orcs (capazes de entrar em berserk), Khajiit (uma raça de homens felinos, com grandes habilidades furtivas) e os Argonians (raça reptiliana que pode respirar sob a água e resistentes a veneno).
Não há escolha de classe no jogo: seu personagem evoluirá dependendo do uso que você faz dele. Use armaduras e armas pesadas por muito tempo e você se tornará um grande guerreiro. Pratique sua furtividade e poderá matar os inimigos pelas costas e bater carteiras sem ser visto. Use bastantes magias e irá se tornar um grande feiticeiro. Isso permite que seu personagem seja versátil e único, podendo criar um guerreiro ou ladino que saiba usar magia, um arqueiro com grandes habilidades furtivas (praticamente um snipper medieval) dentre outras coisas. Entretanto, é preciso cuidado para nortear as skills de seu personagem e não torná-lo um personagem pato, que faz de tudo mas não é bom em realmente nada. Além disso, existem habilidades como Blacksmith (ferreiro), Lockpick (destravar trancas) Enchanting (criar itens mágicos) e Alchemy (alquimia) que possibilitam seu personagem criar armas, armaduras e itens, podendo até mesmo ganhar uma grana com isso!
Eu, por exemplo, criei um dark elf e estou dando a ele uma build de battlemage (um mago de batalha). Sou especialista em magias de destruição, além de conhecer algumas de conjuração, alteração da realidade e cura. Além disso sei usar espadas e armaduras leves e estou me especializando na criação de itens mágicos. Em compensação, sou inútil em arqueria, em uso de equipamentos pesados ou habilidades furtivas.
Outra habilidade comum a todos os personagens é o uso dos Shouts. Após absorver almas de dragões, seu personagem pode “gritar” algumas palavras na língua nativa destes monstros, usando assim algumas habilidades deles. O primeiro shout do jogo consiste numa espécie de “Force Push” dos Jedi, criando uma onda de choque que empurra e atordoa os inimigos. Mais tarde, poderá aprender shouts que dão habilidades variadas como sopro de fogo, gelo, aumentos de velocidade, desaceleração do tempo, dentre muitas outras!
Um fantástico cenário
Outro grande atrativo do jogo é seu cenário. Sério, o mapa do jogo é enorme, com diversas sidequests esperando por seu personagem. Não é difícil se esquecer completamente das missões principais do jogo (que envolvem a guerra civil e o retorno dos dragões) e fazer o personagem levar uma vida própria dentro do jogo. As quests praticamente vêm até você, mesmo durante a missão principal você receberá pedidos de ajuda, será atacado por bandidos em estradas e se interessará por vários aspectos do mundo de jogo.
Outro bom modo de se conseguir missões é filiar-se a uma das diversas organizações do jogo, como os Companions (uma companhia mercenária de guerreiros), o Colégio de Magos de Winterhold ou a Dark Brotherhood (uma irmandade de perigosos assassinos). Todos possuem testes de iniciação e quests que ajudam a colocar seu personagem nos rumos desejados. Nessas organizações também é possível obter seguidores, que auxiliam seu personagem em sua jornada, sendo que alguns até mesmo podem casar-se com seu personagem.
O mundo do jogo está em constante movimento e suas ações refletem na história. Saia matando pessoas a rodo por aí ou roubando a plenas vistas e em breve sua cabeça estará a prêmio em todas as cidades por onde passar (com pessoas procurando vinganças ou guardas caçando você por todo o jogo!). Em compensação, ajude as pessoas e seja um cara heroico e em breve será reconhecido como tal. Sinceramente, eu jamais vi um jogo com tamanha liberdade e interação com as ações do jogador dentro do jogo, o aproximando muito das qualidades de um bom RPG de mesa.
Além de tudo, o jogo possui um sistema de geração de quests aleatórias, fazendo com que a experiência com o jogo seja praticamente infinita!
Jogabilidade e combate
Como já é de tradição na série The Elder Scrolls, o jogo trata-se de um RPG de ação, com quase tudo ocorrendo em tempo real. A câmera pode ser posicionada em terceira (para explorações ou viagens) ou em primeira pessoa (mais útil em combates). O combate é feito através do controle das mãos esquerda e direita e do que você equipa em cada uma. Pode-se equipar uma arma em cada mão, uma arma de duas mãos (que possui maior dano, mas menor velocidade), arma e escudo, magias... enfim tudo dependendo do modo que você deseja utilizar seu personagem.
Durante o combate, os inimigos praticamente partem pra cima do personagem assim que são avistados, tornando os combates intensos e perigosos. As criaturas a serem enfrentadas são variadas, desde bandidos de estrada a lobos ferozes, mamutes, gigantes, trolls, mortos-vivos e demais monstros típicos da fantasia medieval, além, é claro, dos majestosos dragões. Os dragões são imensos e inteligentes, equipados com um sistema de IA que analisa o estilo de combate do seu personagem e se porta de maneira a deixar o combate ainda mais desafiador. Enfrentá-los exige estratégia e cautela, pois suas baforadas e mordidas podem transformá-lo em picadinho!
As magias, poderes e itens são acessados através de um menu prático e funcional (principalmente se estiver jogando no joystick), com um sistema de favoritos que permite acessar de maneira mais rápida as habilidades, armas e itens mais usados.
Aspectos técnicos
Skyrim é um belo jogo, onde os gráficos e músicas vêm contribuir ainda mais com a experiência de jogo. Durante as viagens é possível vislumbrar paisagens belíssimas, onde praticamente tudo que está a vista é acessível ao jogador. As nevascas, chuvas e demais efeitos climáticos também são muito bem-feitos.
O som do jogo também foi tratado com primor, feito por uma orquestra e com músicas compostas exclusivamente para o mesmo, com uma trilha sonora que não deixa nada a dever a nenhuma grande saga cinematográfica. Ouvir o tema do jogo (cantado por um coral real na língua dracônica do jogo) enquanto enfrenta uma dura batalha com um dragão apenas ajuda a deixar tudo ainda mais épico!
Mas nem tudo são flores
Mesmo com tantas qualidades, Skyrim não é um jogo perfeito. Diversos bugs podem atrapalhar a diversão, como NPCs que somem, impossibilitando temporariamente a conclusão de certas quests. Seu personagem pode simplesmente ficar preso em algum lugar por falhas no sistema de detecção de colisão e ainda temos a burrice dos seguidores do jogo, que ficam parados em portas impedindo sua passagem ou parte pro combate enquanto você está tentando ser furtivo. Alguns bugs são até mesmo divertidos, como o vôo até a Lua que seu personagem faz quando é morto pela porrada de um gigante. As versões de PS3 e X360 possuem ainda mais problemas, mas não entrarei no mérito deles por não tê-las jogado.
Outro fato negativo que encontrei foi a falta de carisma dos NPCs. Mesmo seus seguidores são bem genéricos, e poucos personagens dentro do jogo realmente chamam a atenção.
Outro fator negativo, ao menos pra mim, é que o jogo é tão imersivo que faz com que esqueçamos do tempo e percamos horas e mais horas sem perceber. Particularmente, ao menos neste final de ano em que todo professor como eu está atolado de serviço, tenho tentado evitar pegar no jogo em dias de semana, pra não detonar minha produtividade!
Considerações finais
Mesmo os bugs e alguns problemas de programação não conseguem diminuir a grandeza de Skyrim. Há tempos eu não sentia tanta vontade de jogar um mesmo game por tantas horas seguidas. O jogo é mesmo quase infinito e quase não há limites do que pode ser feito no grandioso cenário criado pela Bethesda.
NOTA: 9,5
Alguns vídeos sobre o jogo:
Análise da Vivi Werneck (Girls of War)
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Miadocast #11 - Os Cavaleiros do Zodíaco
O podcast contou com a participação de Judeu, Capitão, Bigode e Heavy (este que vos fala). Quem quiser ouvir, basta clicar no link abaixo e baixar (ou ouvir diretamente no site).
E daqui há alguns dias, postaremos a segunda parte, que fala exclusivamente da Batalha das 12 Casas!
Avante, Defensores de Athena!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Poção - A Banda Mais Nerd da Cidade.
Então, o último sucesso da internet foi A Banda Mais Bonita da Cidade com a música Oração (que poderia se chamar "Enrolação"). Sinceramente, não entendi até hoje o motivo de tanto hype em cima dessa musiqueta de um vídeo que copia um clipe do Beirut. Enfim, pra quem não conhece, pode conferir clicando aqui.
O bom disso tudo é que surgiram as paródias, e essas sim valem a pena conferir. A primeira foi A Banda Mais Bonita da Internet, protagonizada por Rafinha Bastos. Depois, me deparei com outra que não podia deixar de aparecer aqui neste blog.
Criada pelo pessoal do Nerdice.com e pela banda Negrayscow, a música Poção é uma paródia muito bem-bolada, com várias referências à internet e à cultura nerd. Enfim, desafio vocês a reconhecerem todos os easter eggs do vídeo. Confiram:
Confiram a letra:
“Meu amor, essa é a última poção,
pra usar contra o chefão.
O chefão não é tão simples quanto pensa,
nele os ataques já não fazem diferença.
Sorte que salvou…
Perdi 3 vidas inteiras,
mas cheguei até a princesa,
e zerei depois…
É nois que voa!”
O bom disso tudo é que surgiram as paródias, e essas sim valem a pena conferir. A primeira foi A Banda Mais Bonita da Internet, protagonizada por Rafinha Bastos. Depois, me deparei com outra que não podia deixar de aparecer aqui neste blog.
Criada pelo pessoal do Nerdice.com e pela banda Negrayscow, a música Poção é uma paródia muito bem-bolada, com várias referências à internet e à cultura nerd. Enfim, desafio vocês a reconhecerem todos os easter eggs do vídeo. Confiram:
Confiram a letra:
“Meu amor, essa é a última poção,
pra usar contra o chefão.
O chefão não é tão simples quanto pensa,
nele os ataques já não fazem diferença.
Sorte que salvou…
Perdi 3 vidas inteiras,
mas cheguei até a princesa,
e zerei depois…
É nois que voa!”
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Thor - resenha do filme
Bem, amigos, acabo de voltar do cinema e assisti ao filme do Thor, o deus trovão da Marvel. Após ler diversas críticas na internet, tanto positivas quanto negativas, o que eu iria encontrar nas telas era uma incógnita. Pois bem, postarei minha impressão do filme e adianto que, de um modo geral, ela foi boa.
Em primeiro lugar, pode ser chover no molhado o que eu vou dizer, mas, o Thor que encontramos aqui é o personagem das HQs da Marvel (uma mescla do universo regular e do Ultimate). Não espere, portanto, muita fidelidade mitológica (assim como 300 não era um relato histórico dos espartanos). Aliás, de todos os filmes da Marvel, creio que este é o que possui maior número de referências ao universo em geral dos heróis desta editora. Passando por referências a Tony Stark e Bruce Banner, uma rápida aparição do Gavião Arqueiro (ainda sem atender por este nome) até easter eggs de artefatos famosos dos quadrinhos na sala de tesouros de Odin, como a Manopla do Infinito e o Olho de Agamoto. A S.H.I.E.L.D. também possui participação ativa no longa, especialmente na atuação do agente Coulson.
A história do filme não é nada para explodir cabeças nem surpreender o público, mas é divertida, bem amarrada, sem grandes furos e com um ritmo legal. O filme se inicia com Odin, rei dos deuses nórdicos, vencendo os Gigantes do Gelo que ameaçavam a Terra e os banindo em seu próprio reino, Jotunhein. Logo depois, o vemos acompanhado de seus pequenos filhos, Thor e Loki (o deus da mentira), dizendo que um dia um deles o sucederia no trono de Asgard (o reino dos deuses). A cena corta para a cerimônia de coroação do Thor, que é interrompida por uma invasão de Gigantes do Gelo. Thor, impulsivo, invade o reino dos Gigantes junto de seus aliados (Volstagg, Hogun, Fandral e Sif, além de Loki), causando uma guerra. Por sua impulsividade, Odin retira sua essência divina e o bane para a Terra, onde acaba envolendo-se com a cientsista Jane Foster (interpretada por Natalie Portman), e deverá aprender a humildade e ser digno de empunhar novamente o martelo Mjölnir.
O filme possui diversos pontos positivos. Como já dito, é completamente imerso no universo cinematográfico da Marvel (do qual já sou fã declarado), o que é um ponto importante para os fãs de quadrinhos. As cenas de luta são boas (especialmente a primeira, contra os Gigantes do Gelo), embora não sejam muitas. A interpretação dos atores também agrada, com destaque para Anthony Hopkins como Odin e Tom Hiddleston como Loki. Aliás, o modo como é desenvolvida a relação entre a família de deuses é bem legal, e Loki não é um típico vilão unilateral. Espero que o personagem tenha mais destaque em possíveis continuações, pois tem um potencial imenso. O "porteiro" de Asgard, Heimdall (Idris Elba), é outro personagem impõe respeito. Falando nisso, o reino dos deuses também é muito bem retratado, com palácios suntuosos e uma paisagem meio technofantasy. Analisando outros aspectos do conjunto da obra, o filme possui uma boa fotografia (principalmente nas cenas em Asgard) e Foo Fighters na trilha sonora, com a música Walk (cuja letra curiosamente bate com o filme), presente no último álbum da banda.
O filme também possui seus defeitos. O principal deles, pra mim, foi a falta de impacto. Apesar das lutas e cenas de ação serem boas de um modo geral, ficou faltando o tom épico e marcante que um filme protagonizado por um deus deveria ter. Os golpes do deus trovão deveriam soar como se estivessemos os recebendo na cara, mas, infelizmente, isso não ocorre. Fica também a impressão que certos problemas tem uma resolução muito rápida, como o embate com o Destruidor (enviado por Loki pra matar Thor em sua forma mortal).
Nas críticas que li na internet, outro defeito bastante apontado eram a rápida mudança de caráter de Thor (de um cara arrogante para um sujeito digno de ser rei dos deuses) e o romance relâmpago com Jane Foster. Quanto ao primeiro problema, eu percebi o Thor do filme como um sujeito bem-intencionado, mas impulsivo. Por experiência própria, digo que as vezes um bom esporro e uma boa quebrada de cara são suficentes para nos fazerem aprender lições valiosas, então não acho que isso tenha sido tão forçado. Quanto ao segundo, estamos falando de uma mulher com a beleza de Natalie Portman, então, acho que não preciso dizer muita coisa. :P
Em suma, digo que Thor é um bom filme. Cumpre bem seu papel de apresentar o personagem para o público em geral, tendo em vista o vindouro filme dos Vingadores. Muita coisa pode ter ficado vaga, mas por outro lado isso dá excelentes ganchos para continuações. Não chega a ser marcante como um Cavaleiro das Trevas, mas é divertido e um bom filme de super-herói.
NOTA: 8,0
Em primeiro lugar, pode ser chover no molhado o que eu vou dizer, mas, o Thor que encontramos aqui é o personagem das HQs da Marvel (uma mescla do universo regular e do Ultimate). Não espere, portanto, muita fidelidade mitológica (assim como 300 não era um relato histórico dos espartanos). Aliás, de todos os filmes da Marvel, creio que este é o que possui maior número de referências ao universo em geral dos heróis desta editora. Passando por referências a Tony Stark e Bruce Banner, uma rápida aparição do Gavião Arqueiro (ainda sem atender por este nome) até easter eggs de artefatos famosos dos quadrinhos na sala de tesouros de Odin, como a Manopla do Infinito e o Olho de Agamoto. A S.H.I.E.L.D. também possui participação ativa no longa, especialmente na atuação do agente Coulson.
A história do filme não é nada para explodir cabeças nem surpreender o público, mas é divertida, bem amarrada, sem grandes furos e com um ritmo legal. O filme se inicia com Odin, rei dos deuses nórdicos, vencendo os Gigantes do Gelo que ameaçavam a Terra e os banindo em seu próprio reino, Jotunhein. Logo depois, o vemos acompanhado de seus pequenos filhos, Thor e Loki (o deus da mentira), dizendo que um dia um deles o sucederia no trono de Asgard (o reino dos deuses). A cena corta para a cerimônia de coroação do Thor, que é interrompida por uma invasão de Gigantes do Gelo. Thor, impulsivo, invade o reino dos Gigantes junto de seus aliados (Volstagg, Hogun, Fandral e Sif, além de Loki), causando uma guerra. Por sua impulsividade, Odin retira sua essência divina e o bane para a Terra, onde acaba envolendo-se com a cientsista Jane Foster (interpretada por Natalie Portman), e deverá aprender a humildade e ser digno de empunhar novamente o martelo Mjölnir.
O filme possui diversos pontos positivos. Como já dito, é completamente imerso no universo cinematográfico da Marvel (do qual já sou fã declarado), o que é um ponto importante para os fãs de quadrinhos. As cenas de luta são boas (especialmente a primeira, contra os Gigantes do Gelo), embora não sejam muitas. A interpretação dos atores também agrada, com destaque para Anthony Hopkins como Odin e Tom Hiddleston como Loki. Aliás, o modo como é desenvolvida a relação entre a família de deuses é bem legal, e Loki não é um típico vilão unilateral. Espero que o personagem tenha mais destaque em possíveis continuações, pois tem um potencial imenso. O "porteiro" de Asgard, Heimdall (Idris Elba), é outro personagem impõe respeito. Falando nisso, o reino dos deuses também é muito bem retratado, com palácios suntuosos e uma paisagem meio technofantasy. Analisando outros aspectos do conjunto da obra, o filme possui uma boa fotografia (principalmente nas cenas em Asgard) e Foo Fighters na trilha sonora, com a música Walk (cuja letra curiosamente bate com o filme), presente no último álbum da banda.
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| Odin (Anthony Hopkins), o rei dos deuses. Ao fundo, seus filhos Thor (Chris Hemsworth) e Loki (Tom Hiddleston). |
O filme também possui seus defeitos. O principal deles, pra mim, foi a falta de impacto. Apesar das lutas e cenas de ação serem boas de um modo geral, ficou faltando o tom épico e marcante que um filme protagonizado por um deus deveria ter. Os golpes do deus trovão deveriam soar como se estivessemos os recebendo na cara, mas, infelizmente, isso não ocorre. Fica também a impressão que certos problemas tem uma resolução muito rápida, como o embate com o Destruidor (enviado por Loki pra matar Thor em sua forma mortal).
Nas críticas que li na internet, outro defeito bastante apontado eram a rápida mudança de caráter de Thor (de um cara arrogante para um sujeito digno de ser rei dos deuses) e o romance relâmpago com Jane Foster. Quanto ao primeiro problema, eu percebi o Thor do filme como um sujeito bem-intencionado, mas impulsivo. Por experiência própria, digo que as vezes um bom esporro e uma boa quebrada de cara são suficentes para nos fazerem aprender lições valiosas, então não acho que isso tenha sido tão forçado. Quanto ao segundo, estamos falando de uma mulher com a beleza de Natalie Portman, então, acho que não preciso dizer muita coisa. :P
Em suma, digo que Thor é um bom filme. Cumpre bem seu papel de apresentar o personagem para o público em geral, tendo em vista o vindouro filme dos Vingadores. Muita coisa pode ter ficado vaga, mas por outro lado isso dá excelentes ganchos para continuações. Não chega a ser marcante como um Cavaleiro das Trevas, mas é divertido e um bom filme de super-herói.
NOTA: 8,0
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Video Quest: Fullmetal Alchemist
Fala, povo!
Então, este post é meio que um jabá voluntário que estou fazendo para o Video Quest, vlog quinzenal apresentado por Leonardo Kitsune e Fábio Urso, que tem como objetivo analisar e recomendar (ou não) animes para seus espectadores. Os caras tem uma boa bagagem cultural e conhecimento de elementos narrativos (Kitsune faz curso de Letras, enquanto Urso tem grandes conhecimentos em História).
Já acompanho a um certo tempo o trabalho dos dois, mas o último deles, falando sobre Fullmetal Alchemist, está simplesmente sensacional. Dividindo o programa em dois episódios, eles analisam os personagens, roteiro e várias alegorias da história da saga dos irmãos Elric, chegando ao consenso de que FMA é o melhor mangá/anime shonen da última década (afirmação com a qual eu concordo totalmente). Enfim, confiram esta grande análise sobre esta grande obra de Hiromu Arakawa (AVISO: contém spoilers!), e a partir de hoje o blog deles estará linkado aqui, para que todos possam acompanhar.
PARTE 1
PARTE 2A
PARTE 2B
Então, este post é meio que um jabá voluntário que estou fazendo para o Video Quest, vlog quinzenal apresentado por Leonardo Kitsune e Fábio Urso, que tem como objetivo analisar e recomendar (ou não) animes para seus espectadores. Os caras tem uma boa bagagem cultural e conhecimento de elementos narrativos (Kitsune faz curso de Letras, enquanto Urso tem grandes conhecimentos em História).
Já acompanho a um certo tempo o trabalho dos dois, mas o último deles, falando sobre Fullmetal Alchemist, está simplesmente sensacional. Dividindo o programa em dois episódios, eles analisam os personagens, roteiro e várias alegorias da história da saga dos irmãos Elric, chegando ao consenso de que FMA é o melhor mangá/anime shonen da última década (afirmação com a qual eu concordo totalmente). Enfim, confiram esta grande análise sobre esta grande obra de Hiromu Arakawa (AVISO: contém spoilers!), e a partir de hoje o blog deles estará linkado aqui, para que todos possam acompanhar.
PARTE 1
PARTE 2A
PARTE 2B
domingo, 29 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Novo trailer do Lanterna Verde traz esperança
Saiu ontem um novo trailer do Lanterna Verde, trazendo cenas inéditas do filme e narrado por Geoffrey Rush (que no filme faz a voz do Tomar-Re), contando algumas coisas da Tropa dos Lanternas ao público leigo e explicando que o Hal Jordan foi o primeiro humano a ser escolhido pelo Anel de Energia. Bem, confiram aí:
Nessas horas que eu digo: o que uma edição bem-feita não faz, hein? Se tivessem esperado para o trailer chegar nesse nível ao invés de mostrarem aquele primeiro trailer do "I KNOW, RIGHT!" minhas expectativas para este filme seriam bem maiores. Ta certo que alguns efeitos ainda estão artificiais demais e a cara de bunda do Ryan Reynolds ainda incomoda, mas as cenas mostrando a Tropa e os construtos de energia empolgam bastante.
Enfim, já não sei mais o que esperar desse filme. Vou assistí-lo de cabeça vazia, seja lá como ele venha. Só lembrando que o filme só estréia por aqui em Agosto, quase 2 meses depois dos EUA, o que praticamente é um pedido para que seja baixado de todas as formas possíveis e tenha uma baixa bilheteria por aqui...
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