
Primeiro post de 2010. Feliz ano novo pra todo mundo e blablabla...
Bem, ontem finalmente consegui assistir a um filme que esperei por muito tempo:
Inglorious Basterds (se não me engano, no Brasil foi lançado como Bastardos Inglórios), do polêmico
Quentin Tarantino. Após o cinema de Valença cometer a atrocidade de não passar este filme, tive que esperar pela versão DVD-Rip na internet e digo: valeu a espera!
Como outros filmes do tio Tarantas, Inglorious Basterds é um filme bem conceitual. Passado na França, durante o período da ocupação nazista, o filme inicia com a jovem judia
Shosanna Dreyfus escapando do coronel
Hans Landa, que acabara de executar sua família. Após isso, somos apresentados aos Bastardos Inglórios, que dão nome ao filme. Este grupo de soldados fanfarrões, líderados pelo tenente
Aldo Raine (Brad Pitt) são judeus norte-americanos que vão a Alemanha com apenas um objetivo: matar o maior número possível de nazistas. E convenhamos, ver nazistas se dando mal é sempre muito divertido! Mais tarde vemos que a jovem que escapou do coronel Landa (que possui o singelo apelido de "Caçador de Judeus") é agora dona de um cinema, herdado de sua tia, e vive sob uma identidade falsa. A moça, começa a receber cantadas do jovem
Frederick Zoller, um jovem oficial nazista que ficou famoso após resistir sozinho por dias contra 300 soldados inimigos. Um filme (dirigido por
Hans Goebbels, ministro da propaganda nazista) será feito em sua homenagem (com o próprio Zoller atuando >_>'), e a moça resolve aproveitar a ocasião, onde estarão presentes altas figuras do Partido Nazista (incluindo
o cara do bigodinho) para tocar o terror e se vingar. Ao mesmo tempo, um plano envolvendo o os homens de Aldo Raine entra em curso, e quando as duas histórias se cruzam, muita confusão vai rolar.
O filme, apesar de se passar na Segunda Guerra, tem muito pouco de ação, sendo seu maior destaque seus diálogos inteligentes e divertidos. O fato de não ter ação não significa que o filme não vá ser violento ou tenso, muito pelo contrário; a maneira como os Bastardos tratam os nazistas é violenta e cômica ao mesmo tempo. Os personagens, assim como em todos os filmes de Tarantino, são marcantes e carismáticos; destaque especial para os Bastardos, sobretudo aquele responde pelo codinome de
Urso Judeu (que tem como principal hobby espancar nazistas até a morte) e
Hugo Stiglitz (um alemão serial killer de nazistas). As atuações do filme são impecáveis também. Adorei o ator que fez o Hitler, conseguiu deixá-lo como uma figura bem patética e engraçada.
Enfim, Ingloriuos Basterds vale muito ser assistido. Mesmo que não curta muito o estilo de Tarantino, leve pelo lado bom: aqui vemos nazistas se dando mal, e isso é MUITO legal! :D