quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ah... os fliperamas...


Certas coisas não voltam mais. Ficam no passado mas sempre rendem boas lembranças. Uma delas são os fliperamas que iam desde o aspecto underground e sujo até os mais luxuosos shoppings. Estas típicas casas de jogos que "bombaram" na década de 90, ainda mais da explosão dos jogos de luta que começou com Street Fighter II, que é com certeza um dos 5 jogos mais revolucionários da história. Vários outros seguiram seus passos, como Fatal Fury e Art of Fighting. Vieram depois o Mortal Kombat, com toda sua violência gratuita e gráficos realistas e o The King of Fighters, reunindo os personagens dos jogos da SNK em alucinantes disputas em trios. Eram épocas de disputas acirradas. A galera que freqüentava os estabelecimentos gastava muita grana em fichas para disputas contra "a máquina" ou contra os amigos, tentando sempre aprender novos "macetes" para derrotá-los.

Além destes, também haviam os jogos beat'em up (ou "andar e bater"), onde os jogadores controlavam personagens que podiam ser gangues de bandidos (como em Final Fight e Streets of Rage) ou mesmo monstros (como os dinossauros de Cadillacs & Dinossaurs e os mutantes de Captain Commando). Isso sem falar nos joguinhos de nave (Sonic Wings, 1945...), os simuladores de corrida (Daytona USA, Crushing USA...), pinballs... às vezes rolavam até umas mesas de sinuca ou totó, principalmente quando as máquinas de jogo se encontravam num boteco de esquina mais ou menos perto da sua casa.

E o que dizer das lendas que rondavam os jogos? Como não se haviam muitas informações sobre o enredo dos jogos, eram comum a molecada criar histórias sobre os mesmos. Quem nunca ouviu dizer em Street Fighter que Ryu e Ken eram irmãos ou que dava pra enfrentar o Papai Noel no cenário da ponte no Mortal Kombat? Existiam golpes lendários, como o "shoryuken de meio-life" e supostos truques para se jogar com os "chefões", mesmo quando isso eram impossível.

Mas nem tudo eram flores. Quase parte dos cenários destes ambientes, haviam os típicos molequinhos de rua, que insistiam em dar palpites no seu jogo e viviam pedindo pra "pegar uma". Os maloqueiros ficavam te visando e ameçavam a galerinha mais nova caso ganhassem deles nos "contras". Fala a verdade, você já não deixou um cara desses ganhar de propósito, com medo de apanhar fora do jogo depois? xD

Enfim, era uma época boa. Nada como sair da aula, encontrar os amigos de outras escolas e fazer campeonatinhos do Colégio X contra o Colégio Y no The King of Fighters ou no totó. Isso quando a gente não matava aula e usava o dinheiro do lanche pra jogar! xD

Mas o tempo passa e as coisas mudam. Hoje em dia, os fliperamas estão quase extintos e deram lugar às lans e jogos online. Ainda é possível curtir os grandes jogos de época pelos emuladores e adaptações para videogames, mas pra quem viveu a época nada vai superar as histórias, amizades e a adrenalina de disputar cara-a-cara com seus amigos o jogo de luta do momento.

3 comentários:

fael disse...

Bons tempos!!! Mortal Kombat, que jogo incrível. O dia que joguei contra o reptale na parte debaixo do cenário da ponte todo mundo entrou em extase, inclusive eu. era muito bom.

Laila disse...

Bom, os flippers podem até ter acabado, mas minha turma continua firme e forte no totó toda semana. O moço do RG já até conhece a gente, ele nos dá fichas brinde porque nós somos os "clientes vip". Na festa da Glória, gastamos todo o dinheiro da comida nas mesas de jogo (de totó!).

Trevo sem Folhas disse...

no street fighter há uma coisa que eu nunca compreendi: Como é que o Dhalsin cospe fogo e não trabalha em um circo? Ao contrário o cara é um monge sereno que não liga para dinheiro.