sexta-feira, 24 de julho de 2009

Não se precipite! Não pense em vencer!


As vezes os conselhos vêm de onde menos se espera.

O diálogo abaixo é do episódio 18 de Sekai Ninja Sen Jiraiya (conhecido por aqui como Jiraiya, o Incrível Ninja). Toha (o Jiraiya) está diante de um inimigo invencível, um ninja renegado portando a armadura demoníaca Maoh que, que emana uma carga negativa e o deixa invulnerável. Então, seu pai, o mestre Tetsuzan, diz a ele o que fazer...

- Mas, velho, como lutar?
- Toha, não se precipite. Não pense em vencer.
- O quê?
- Maoh se protege com a carga negativa... E para derrotá-lo, é preciso levantar-se contra ele esquecendo o espírito de luta. E dessa maneira, atravesse o peito dele com a Jikou Shinkuu Ken*. Se falhar, morrerá. No passado, os ninjas de Togakuri, apesar de perder muitos membros, conseguiram destruir Maoh desta forma.
- Esquecer o espírito de luta não pensando em nada...


Post aparentemente sem sentido, mas que pra mim diz muita coisa atualmente. Obrigado, mestre Tetsuzan!

Quem quiser assistir ao trecho em vídeo, ta aí (a partir de 1:02):



* Nota: Jikou Shinkuu Ken era a espada de Jiraiya. Por aqui, ficou conhecida como Espada Olímpica, graças a dublagem da série ter sido feita na época das Olimpíadas de Barcelona.

terça-feira, 21 de julho de 2009

O enterrado vivo


É sempre no passado aquele orgasmo,
é sempre no presente aquele duplo,
é sempre no futuro aquele pânico.

É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.

É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.

É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.

Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.

Poema de Carlos Drummond de Andrade. Deixo para que sua voz diga o que eu não consigo exteriorizar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Rest in peace, King


Michael Jackson morreu e o espetáculo em homenagem a sua vida acaba de ser exibido. Vários artistas famosos, amigos e família do cantor participaram, dando seu testemunho sobre o astro. Mas é inegável que ele esteve presente em muitas outras vidas, atrvés de seu trabalho, inclusive na minha.

Quando pequeno, eu era conhecido no colégio por imitar o Michael Jackson junto com um grande amigo no intervalo das aulas (pra nossa integridade moral, não há registro disso nem em fotos nem em vídeo, né, Zé?). Cresci ouvindo sua música, e mesmo quando estive em minha fase "metal" nunca deixei totalmente de respeitar e apreciar o trabalho do Rei do pop. Grande parte de meus amigos deve lembrar de mim fazendo uma desengonçada imitação da coreografia de Thriller durante minha adolescência.

Sábado passado, enquanto conversava com amigos, ficamos imaginando a possibilidade de sua morte não passar de um golpe publicitário e ele levantar no meio da homenagem, cantando Thriller (juro que se ele fizesse uma dessas eu colava um poster do sujeito na minha parede no dia seguinte). Infelizmente, não foi assim.

Enfim, é uma lástima que um gênio da música tenha partido tão cedo. Vá em paz, Michael, e espero que ajude a curar o mundo de onde você esteja.

"Michael Jackson não era estranho. Estranho era o mundo com o qual ele teve de lidar"