segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O stress da geração 8-bits

Olá, queridos leitores (se é que ainda tenho algum, do jeito que isso aqui ta abandonado...)!

Estou de volta desta vez para falar sobre um assunto que surgiu em uma das conversas com meus amigos do Forum Fighters. Falando sobre jogos antigos, surgiu a questão de como os jogos do passado, especialmente da geração 8-bits (cuja maior representante foi NES, ou "Nintendinho"). O jogo que deu origem ao papo foi Megaman (o primeirão), que revolucionava pelo conceito de que você podia escolher em que fase ia jogar, cada uma guardada por um Robot Master. O jogador que não soubesse que havia uma ordem correta para se derrotar os chefes com certeza iria passar por muito stress. Uma das fases do jogo, a de Guts Man, possuia plataformas móveis que podiam te derrubar a qualquer momento, enquanto a fase do Ice Man tinha um chão congelado e escorregadio, além da clássica parte das plataformas que desaparecem. Quem já jogou sabe do que eu estou falando e com certeza já passou muita raiva com aquilo.

Citando um exemplo de jogo ainda mais popular, falemos do Mario (se você nunca jogou Megaman eu até entendo, mas nunca ter jogado pelo menos um jogo do Super Mario é quase crime e eu não quero mais papo com você! ò__Ó). Super Mario Bros. 3 é um clássico da geração 8-bits, bem popular. O jogo começa naquele esqueminha bem básico, fácil, e vai se tornando cada vez mais difícil a cada mundo. O oitavo e último mundo do jogo é algo para se arrancar os cabelos devido à dificuldade. Me lembro várias vezes, de quando eu era pequeno, de ficar furioso enquanto jogava títulos como Castlevania ou Ninja Gaiden; ótimos jogos, mas extremamente difíceis. E olha que até agora eu só falei sobre dificuldade em si, sem entrar no mérito de jogos mal programados e de jogabilidade frustrante, que criou toda uma geração de crianças stressadas com seus jogos favoritos.

Agora, o mais irônico dessa história, é que isso ocorria justamente em uma época em que os videogames eram vistos únicamente como brinquedo, coisa de criança. Este preconceito ainda existe por parte de alguns, mas vemos cada vez mais adultos se divertindo com os jogos eletrônicos, sendo que hoje em dia existem até jogos proibidos para menores de idade (não que isso os impeça de jogar, né...). Justamente numa geração onde os adultos, que teoricamente teriam mais raciocínio e habilidade para terminar um jogo difícil, jogam mais, os jogos se tornam cada vez mais fáceis. O apelo cinematográfico dos jogos hoje em dia substituiu em grande parte o desafio. God of War e GTA, por exemplo, podem ser jogos adultos e violentos, mas não chegam nem perto da dificuldade dos antigos jogos dos 8-bits, que tinham um apelo bem mais infantil (sim, pois enquanto o Megaman era um robozinho simpático que atirava apenas em outros robôs e o Mario pulava em tartarugas, o Kratos de hoje em dia arranca tripas de monstros mitológicos pela garganta!).

Só pra constar: o sujeito na foto ilustrativa deste texto é James Rolfe, um norte-americano que apresenta o programa para internet Angry Video Game Nerd, que fala justamente das frustrações que os jogos antigos causavam, ou pela dificuldade ou por serem simplesmente ruins mesmo. É bem engraçado e eu recomendo.

Pra fechar, um videozinho (pra variar), da banda japonesa Team Nekokan, com a música No Sleep Until Clear!, que fala justamente sobre as frustrações do jogo Megaman:

4 comentários:

Trevo sem Folhas disse...

Para mim jogo "frustante" pela sua dificuldade e jogabilidade é "Demons Blazon" ou "Demons Crest", um dos meus jogos favoritos. Lembro q aquele visual de 2D com akele gargula lento mais ambicioso me impulsionava a derrotar compulsivamente o chefão de cada fase, isso quando ele n voava para uma cidade errada e eu ficava "stressado" com aquilo. Ah, bons tempos...

Laila disse...

Criminosa que nunca jogou super mario comenta: pode ser que a "geração 8-bits" esteja querendo compensar uma carência de vencer os jogos na infância depois de adultos.
ps.: um fato real: desde que comecei a trabalhar numa loja de produtos eletrônicos, eu descobri que aproximadamente 80% dos videogames e manetes são vendidos para adultos.
O.O

DT disse...

Na moral nem li o post dessa vez, só de ver o maluquinho alí eu já panquei de rir aqui!

Muito engraçado ele com seus vídeos no YouTube! Ri demais já desse cara!

E ainda ousam me chamar de estressado...rs

Felipe Half Boiled disse...

Eu nunca fui assim muito ligado em videogames, mas gosto (e obviamente já joguei Super Mario Bros e Super Mario World).

Só tive um Atari e um Super Nintendo na vida, mas já joguei muito Master, Mega e um pouco de PS1 e N64.

O que eu sinto é que hoje em dia a babação por gráficos é a coisa mais valorizada. Parece que vale mais adular os atributos técnicos de um jogo do que se divertir com ele. Por isso eu sou simpático à Nintendo, que PARECE ter um pouco dessa filosofia ainda.

Aposto que se os reviews de games tirassem o quesito "diversão" da avaliação, ninguém perceberia.