sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Joker Playlist apresenta: Living Colour


Após um longo tempo sem aparecer, a coluna musical aqui do Chamando o Coringa está de volta. Desta vez, venho lhes apresentar a banda norte-americana de hard rock Living Colour.

Formada pelo guitarrista inglês Vernon Reid, destaca-se por uma banda de rock formada apenas por músicos negros. Seus outros membros eram o vocalista Corey Glover (que ao contrário do que já foi dito por aí, NÃO é filho do ator Danny Glover), pelo baixista Muzz Skillings e pelo baterista William Calhoun. O nome da banda foi inspirado em uma "vinheta" da rede de TV NBC: "The following program is brought to you in living colour" (parecido com "O programa seguinte é trazido até você em cores vivas"), contrariando a crença de que o nome seria este por causa da cor da pele dos músicos.

Logo no começo da carreira da banda, o vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, assistiu a uma de suas apresentações, ficando muito impressionado, e fez com que conseguissem um contrato com a Epic Records. Seu primeiro álbum, Vivid, que também foi produzido por Jagger, ficou em sexto lugar nas paradas americanas. O fato de terem sido a banda de abertura dos Stones na época, fez com que atingissem fama internacional. Após a produção do segundo álbum, Time's Up, o baixista Skillings resolve deixar o grupo, sendo substituído por Doug Wimbish, um antigo amigo da banda. Em 1993, lançam mais um álbum, Stain, com uma faixa cover, Shunshine for Your Love, do Cream, que foi trilha sonora do filme True Lies.

Em 1994, Reid, o fundador da banda, resolve abandonar o grupo, e os demais músicos resolvem não continuar sem ele. A banda ficaria inativa até 2000, quando Reid anuncia seu retorno, e em 2003 é lançado o álbum Collideøscope, que contém covers do AC/DC (Back in Black) e The Beatles (Tomorrow Never Knows).

A música selecionada para aparecer aqui é a minha favorita da banda, Oppen Letter (to a Landlord), do primeiro álbum. Como o clipe da versão de estúdio está com a incorporação desabilitada, colocarei aqui uma versão ao vivo da mesma, gravada em 92, aqui no Brasil, durante o Hollywood Rock (tem uma certa firula antes de começar, caso não queira esperar, arraste o vídeo para certa de 2:10), onde Corey dá uma "enrolada" na frase de início. Caso queiram conferir a versão de estúdio, deixarei o link abaixo.

Espero que curtam! ^^



Link da versão de estúdio: http://www.youtube.com/watch?v=sHJ51-d6Ff4&feature=fvst

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O stress da geração 8-bits

Olá, queridos leitores (se é que ainda tenho algum, do jeito que isso aqui ta abandonado...)!

Estou de volta desta vez para falar sobre um assunto que surgiu em uma das conversas com meus amigos do Forum Fighters. Falando sobre jogos antigos, surgiu a questão de como os jogos do passado, especialmente da geração 8-bits (cuja maior representante foi NES, ou "Nintendinho"). O jogo que deu origem ao papo foi Megaman (o primeirão), que revolucionava pelo conceito de que você podia escolher em que fase ia jogar, cada uma guardada por um Robot Master. O jogador que não soubesse que havia uma ordem correta para se derrotar os chefes com certeza iria passar por muito stress. Uma das fases do jogo, a de Guts Man, possuia plataformas móveis que podiam te derrubar a qualquer momento, enquanto a fase do Ice Man tinha um chão congelado e escorregadio, além da clássica parte das plataformas que desaparecem. Quem já jogou sabe do que eu estou falando e com certeza já passou muita raiva com aquilo.

Citando um exemplo de jogo ainda mais popular, falemos do Mario (se você nunca jogou Megaman eu até entendo, mas nunca ter jogado pelo menos um jogo do Super Mario é quase crime e eu não quero mais papo com você! ò__Ó). Super Mario Bros. 3 é um clássico da geração 8-bits, bem popular. O jogo começa naquele esqueminha bem básico, fácil, e vai se tornando cada vez mais difícil a cada mundo. O oitavo e último mundo do jogo é algo para se arrancar os cabelos devido à dificuldade. Me lembro várias vezes, de quando eu era pequeno, de ficar furioso enquanto jogava títulos como Castlevania ou Ninja Gaiden; ótimos jogos, mas extremamente difíceis. E olha que até agora eu só falei sobre dificuldade em si, sem entrar no mérito de jogos mal programados e de jogabilidade frustrante, que criou toda uma geração de crianças stressadas com seus jogos favoritos.

Agora, o mais irônico dessa história, é que isso ocorria justamente em uma época em que os videogames eram vistos únicamente como brinquedo, coisa de criança. Este preconceito ainda existe por parte de alguns, mas vemos cada vez mais adultos se divertindo com os jogos eletrônicos, sendo que hoje em dia existem até jogos proibidos para menores de idade (não que isso os impeça de jogar, né...). Justamente numa geração onde os adultos, que teoricamente teriam mais raciocínio e habilidade para terminar um jogo difícil, jogam mais, os jogos se tornam cada vez mais fáceis. O apelo cinematográfico dos jogos hoje em dia substituiu em grande parte o desafio. God of War e GTA, por exemplo, podem ser jogos adultos e violentos, mas não chegam nem perto da dificuldade dos antigos jogos dos 8-bits, que tinham um apelo bem mais infantil (sim, pois enquanto o Megaman era um robozinho simpático que atirava apenas em outros robôs e o Mario pulava em tartarugas, o Kratos de hoje em dia arranca tripas de monstros mitológicos pela garganta!).

Só pra constar: o sujeito na foto ilustrativa deste texto é James Rolfe, um norte-americano que apresenta o programa para internet Angry Video Game Nerd, que fala justamente das frustrações que os jogos antigos causavam, ou pela dificuldade ou por serem simplesmente ruins mesmo. É bem engraçado e eu recomendo.

Pra fechar, um videozinho (pra variar), da banda japonesa Team Nekokan, com a música No Sleep Until Clear!, que fala justamente sobre as frustrações do jogo Megaman: