quarta-feira, 1 de junho de 2011
Video Quest: Fullmetal Alchemist
Então, este post é meio que um jabá voluntário que estou fazendo para o Video Quest, vlog quinzenal apresentado por Leonardo Kitsune e Fábio Urso, que tem como objetivo analisar e recomendar (ou não) animes para seus espectadores. Os caras tem uma boa bagagem cultural e conhecimento de elementos narrativos (Kitsune faz curso de Letras, enquanto Urso tem grandes conhecimentos em História).
Já acompanho a um certo tempo o trabalho dos dois, mas o último deles, falando sobre Fullmetal Alchemist, está simplesmente sensacional. Dividindo o programa em dois episódios, eles analisam os personagens, roteiro e várias alegorias da história da saga dos irmãos Elric, chegando ao consenso de que FMA é o melhor mangá/anime shonen da última década (afirmação com a qual eu concordo totalmente). Enfim, confiram esta grande análise sobre esta grande obra de Hiromu Arakawa (AVISO: contém spoilers!), e a partir de hoje o blog deles estará linkado aqui, para que todos possam acompanhar.
PARTE 1
PARTE 2A
PARTE 2B
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Anunciado movie 3D de Tekken!
A produção está a cargo da Digital Frontier (que já trabalhou com Resident Evil Degenaration) e o roteiro é assinado por Dai Saito, que já trabalhou com nada menos que Cowboy Bebop! Confiram o trailer:
Aí sim, hein! Assim que saírem novas informações, posto aqui!
quinta-feira, 18 de março de 2010
O retorno dos Cavaleiros do Zodíaco (sim, denovo...)

Acompanhando o JBox, venho lendo várias notícias sobre a volta do anime "Os Cavaleiros do Zodíaco" (Saint Seiya, no original, de Masami Kurumada) às TVs brasileiras. Aparentemente, os licensiadores da série no Brasil vão novamente investir pesado no marketing, trazendo produtos e tentando reproduzir o sucesso de anos atrás. Eu, particularemente, duvido que isso dê certo. Por quê? Vejamos...
Pra quem viveu os últimos 15 anos em Marte e nunca ouviu falar de tal série, aqui vai uma pequena aula de história nerd: em 1994, a extinta Rede Manchete, na época famosa pela exibição de seriados japoneses, leva à sua programação um anime que contava a história de Seiya e seus amigos, que eram guerreiros trajando poderosas armaduras e serviam à deusa Athena, reencarnada como a jovem Saori Kido. A missão dos Cavaleiros era defender Athena, que por sua vez que protegia a Terra contra outros deuses do panteão grego que desejavam dominá-la. Vários elementos até então inéditos para o público brasileiro fizeram da série um sucesso estrondoso, como nunca se viu antes nem depois. Récordes de audiência eram quebrados, chegando até mesmo a superar novelas da Rede Globo, enquanto alguns pais arrancavam aos cabelos devido às grandes doses de sangue e violência exibidos nas lutas. Pra todo lado que se olhava, via-se algo relativo aos Cavaleiros: brinquedos, materiais escolares, revistas, álbuns de figurinhas, roupas, filmes nas locadoras e no cinema... eles estavam em toda parte.
A febre dos Cavaleiros do Zodíaco durou até meados de 1996, quando foi gradativamente esfriando até desaparecer por completo, mas não sem antes abrir as portas para o mercado dos animes no Brasil. A própria TV Manchete exibiu com sucesso várias outras séries, enquanto demais emissoras também queriam sua fatia do bolo.
Na minha opinião, como já disse antes, o fator de tamanho sucesso foi a novidade; as crianças da época não conheciam ainda animações que tivessem uma continuidade tão intricada, em que cada episódio era sequência direta do anterior. As sanguinolentas lutas enchiam os olhos da molecada, misturadas ao pano de fundo da mitologia grega (e nórdica, em alguns pontos) e às armaduras ligadas às constelações. Tudo isso gerou um grande fascínio, justo numa época onde as crianças eram mais ingênuas e se deixavam levar por qualquer coisa com um pouco mais de elaboração. Justamente aí está o fato que, por mim, a série não teria o mesmo sucesso hoje em dia; não mais novidade. Os animes já são parte do cotidiano das crianças e jovens no Brasil. Não há em Cavaleiros que a garotada não já tenha visto em Naruto ou Dragon Ball, por exemplo. A grande prova disso é que a série chegou a voltar ao ar em 2004, pela Band (que também será responsável pela nova exibição da série) e Cartoon Network, mas mesmo o marketing pesado da época não fez com que o sucesso de outrora se repetisse.
O fato de que as crianças de antes eram mais ingênuas também conta. Re-assistindo à série depois de adulto, pude notar vários furos no roteiro da mesma, coisa que hoje em dia muitas crianças também podem notar. Claro, a série gerou uma legião de fãs que até hoje a elegem como o melhor anime da história, mas isso se deve puramente ao fator nostálgico, que também não terá efeito sobre as crianças de hoje. Não digo que a série não vá dar audiência, mas AQUELE sucesso de 94 seria meio impossível de ser repetido.
Enfim, o negócio é pagar pra ver. Sinceramente, se for pra assistir a algo dos Cavaleiros, prefiro a nova série spin-off Lost Canvas, atualmente em exibição no Japão e com um roteiro bem melhor que a série original.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Divulgado o primeiro trailer de BECK
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O discurso dos mangás e animes - o ambiente das histórias

Trazendo a segunda parte dos meus aritigos sobre os discurso dos animes e mangás, vou falar desta vez sobre o ambiente onde geralmente ocorrem suas histórias.
Ambiente é o espaço carregado de características socioeconômicas, morais e psicológicas onde vivem os personagens. O que destacamos, nas histórias dos mangás, é um ambiente como um fator importante para o discernimos dos quadrinhos ocidentais. Os mangás funcionam também como uma válvula de escape para os problemas dos japoneses. Como diz Sonia Luyten, "uma das explicações pode ser encontrada nos personagens do mangá, que, ao contrário dos super-heróis produzidos no Ocidente, são heróis concebidos a partir do mundo real, nos quais as pessoas podem encontrar, além de uma espécie de miniatura de suas vidas, os ingredientes para vivenciar uma válvula de escape silenciosa, afeita aos japoneses que preferem reprimir e interiorizar seus sentimentos".
Ou seja, através das histórias, os japoneses podem expressar sentimentos e intenções que, normalmente, reprimem. Para isso, é necessário que as histórias se passem em ambientes com os quais eles possam se identificar, como escolas, clubes, escritórios e outros ambientes familiares aos leitores.
Um bom exemplo é a figura dos professores, que por causa do rígido sistema educacional
japonês, é representado como um homem severo e, às vezes, corrupto, a quem está destinada uma punição - como o professor Akachi de Yu Yu Hakusho.O desejo do japonês de fugir de suas vidas monótonas e cheia de regras também aparece através de fatos inusitados ocorridos nestes ambientes. O melhor exemplo disso poderia ser o anime Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. O protagonista, Kyon, é um estudante do ensino médio que está conformado com a monotonia da vida, até que conhece Haruhi, uma garota que parece ser justamente seu oposto, em busca de criaturas sobrenaturais e alienígenas que habitem a Terra. Com a presença da garota (que, na verdade, é um ser com poderes de alterar a realidade), coisas estranhas realmente começam a acontecer, transformando a vida do pobre rapaz num verdadeiro caos.

Vale frisar que, mesmo em histórias que não apresentam o Japão como cenário principal, alguns de seus costumes ainda estão presentes, gerando assim alguma identificação com o público leitor.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O discurso dos mangás e animes - lutas e disputas.
Inaugurando (com certo atraso) a prometida série sobre o discurso dos mangás e animes, falarei neste primeiro artigo sobre um tema bastante recorrente em sua narrativa: as lutas. Disputas são elementos comuns nos mangás e animes. Podem aparecer sob vários aspectos, desde batalhas de proporções cósmicas, passando por jogos de cartas ou tabuleiro até disputas esportivas.
Os japoneses tem de enfrentar desde o nascimento uma dura concorrência pelo sucesso num país de mais de cem milhões de pessoas, com oportunidades limitadas. Isso é geralmente refletido nas histórias da necessidade que vários personagens têm de estarem sempre buscando novos adversários, desafiando oponentes poderosos e vencendo apenas para provar sua supremacia sobre o adversário, refletindo assim toda a competição e a necessidade de fazer a diferença, de ser o melhor naquilo que faz.
Em Dragonball Z, temos o exemplo de Goku e Vegeta, sempre disputando a supremacia da raça dos saiya-jins. Isto, nos leva a outro aspecto, a rivalidade que é outro fator comum nas histórias. Constantemente vemos nos mangás e animes, amigos ou mesmo inimigos mortais (dependendo do enfoque da história) disputando forças constantemente, mesmo que, às vezes, essa disputa aconteça de forma indireta e discreta. Nos mangás de temática esportiva e de jogos, esta competição muitas vezes aparece de forma ainda mais explícita.
Assim, podemos perceber que as lutas e disputas não estão ali gratuitamente - num país onde as disputas pelo sucesso são constantes, é comum que isso seja refletido em suas histórias, mostrando assim um aspecto peculiar de sua sociedade.
E não percam; na próxima semana, analizerei o ambiente onde ocorrem as histórias dos mangás.
Sayonara!
domingo, 1 de novembro de 2009
O discurso dos mangás e animes.

Meu recente trabalho de conclusão de curso na pós-gradução baseou-se no discurso. Focault definia o discurso como um conjunto de enunciados que abriga princípios de regularidade em uma mesma formação discursiva. O filósofo e linguísta Mikhail Bakhtin dizia que a verdadeira substância do discurso é constituída pelo fenômeno social da interação verbal, ou seja, todo discurso transmitiria uma mensagem social, uma ideologia implícita.
Neste ponto, chegamos aos mangás e animes, respectivasmente as histórias em quadrinhos e desenhos animados japoneses. As peculiaridades dos mangás se apresentam em diversas formas, e no conteúdo de suas histórias, diversos temas recorrentes que carregam a essência do povo japonês.
Analisando os mangás e animês como uma narrativa, com base na teoria do discurso de Bakhtin, é possível enxergar nos mangás e animes as ideologias e características do povo japonês, analisando como as histórias destas mídias carregaram características marcantes da história e da sociedade japonesa.
Trarei então uma série de artigos extraídos de meus estudos nesta área, a fim de compartilhar com os leitores deste humilde folhetim virtual. Espero que esta minha tentativa de juntar minha bagagem nerd aos meus estudos seja uma leitura agradável a todos.
Estarei publicando a primeira parte destes artigos por estes dias, então, fiquem de olho. ^^
terça-feira, 2 de junho de 2009
Anunciado filme de BECK com o Kamen Rider Kabuto

Ae galera, tava dando minha ronda pelos sites nerds que frenquento e acabei de ver no JBox que o mangá BECK - Mongolian Chop Squad, de Harold Sakuichi vai ganhar uma adaptação para o cinema.
O anime homônimo baseado no mangá (que pode ser encontrado facilmente na internet) é um dos melhores que já vi, e conta a história do adolescente Yukio Tanaka (chamado pelos amigos de Koyuki), sua descoberta do mundo do rock n' roll e sua amizade com o guitarrista Ryuusuke Minami. Junto do rapper Chiba Tsunemi, do baterista Saku e do baixista Taira, formam a banda Beck. A série aborda as dificuldades que músicos têm de alcançar o estrelato, o mundo do rock n' roll mundial e as típicas dificuldades da adolescência, como bullying e relacionamentos.
O filme será dirigido por Yukihiko Tsutsumi, e conta com a presença do ator Hiro Mizushima no elenco - ator que ficou famoso ao interpretar o personagem Tendou Souji, o protagonista do tokustasu Kamen Rider Kabuto. Mizushima já participou de outras adaptações de mangás paras as telonas, e tem tudo para ser o intérprete de Ryuusuke.
Confiram abaixo um vídeo com Slip Out, uma das músicas executadas pela banda no anime:
sexta-feira, 20 de março de 2009
Trailer do novo anime dos Cavaleiros do Zodíaco

Bem, tava eu ali dando minha sapeada diária pelos meus sites favoritos de notícias nerds e quando passei pelo JBox, me deparo com uma exclente surpresa: o trailer de Saint Seiya - Lost Canvas.
Saint Seiya, conhecido por aqui como Os Cavaleiros do Zodíaco, foi o grande responsável pela invasão dos animes e cultura pop do Japão aqui no Brasil, tendo estourado como uma verdadeira febre em 1994 durante sua primeira exibição pela TV Manchete.
Quando eu era pequeno, as aventuras de Seiya e os outros Cavaleiros de Athena me pareciam a coisa mais perfeita do mundo; o desenho era totalmente diferente de tudo que já havia passado em nossa TV, com uma dinâmica, serialização e lutas alucinantes. Mas nada como a droga da maturidade pra acabar com nossos ícones de infância... Mais tarde, quando reassisti a série depois de adulto, percebi que o roteiro era repetitivo e tinha vários furos (a maioria sofridos no processo de adaptação do mangá original). De qualquer forma, o anime ficou guardado no coração como parte importante da minha história, e ele ainda tinha seus méritos (todo o trabalho ligado à mitologia grega, design das armaduras e personagens carismáticos - como os Cavaleiros de Ouro).

Recentemente, o autor da série, Masami Kurumada, resolveu investir em séries paralelas à saga principal. A primeira delas foi o Espisódio G, que contava a batalha dos então jovens Cavaleiros de Ouro contra os Titãs (os da mitologia, não a banda =P). As outras duas contavam a história da antiga Guerra Santa contra o imperador do mundo dos mortos, o deus Hades, passada há 250 anos atrás. Em Next Dimension, viámos a história pela visão dos antigos Cavaleiros de Ouro, enquanto em Lost Canvas, víamos versão da guerra sob a ótica de Tenma, antigo Cavaleiro de Pégaso. Sinceramente, essas séries paralelas reacenderam meu interesse na série, pois possuiam todo o carisma da série clássica mas desta vez com um roteiro mais conciso.
Há alguns meses, foi anunciada versão animada de Saint Seiya - Lost Canvas. Ao mesmo tempo que fiquei feliz, confesso ter ficado um pouco cabreiro - afinal, as últimas animações da série, que contavam o desfecho da batalha contra Hades, haviam sido de qualidade lástimável em termos de produção e animação. Felizmente, o novo estúdio encarregado pela animação, o TMS (conhece? Nem eu. =P), exibiu no TAF 2009 (evento ocorrido no Japão) um trailer esbanjando qualidade (os novos efeitos dos personagens vestindo as armaduras ficou muito bom!). Então, chega de papo e confiram ae:
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Cowboy Bebop

Lançado no ano de 1998 pelo famoso estúdio de animação japonesa Bones, Cowboy Bebop conta com uma trama incomum para o público acostumado com animações mais tradicionais. No ano de 2071, a humanidade mudou bastante, começando a se expandir pelo espaço e colonizando todos os planetas do Sistema Solar, assim como suas luas. As viagens espaciais podem ser realizadas em relativo pouco tempo, graças ao sistema de Portais Hiperespaciais. Porém, após um acidente que gerou a explosão do Portal Espacial entre a Terra e a Lua, chuvas de meteoros atingem a Terra constantemente, tornando as condições de vida muito precárias neste planeta. Devido à grande vastidão do Sistema Solar a ISSP (polícia do sistema solar) tem tido cada vez mais dificuldades em capturar os bandidos, o que gerou o surgimento dos caçadores de recompensas, num sistema similar aos filmes de "bang-bang", criando um clima de faroeste futurista.
O cenário de CowBe (como a série é conhecida pelos fãs) é único, não havendo nada parecido no mundo dos animes. O clima de ficção científica contrasta com uma humanidade não muito diferente da atual; não vemos trajes espaciais, sabres-de-luz ou pistolas laser, mas sim personagens usando roupas (mais ou menos) comuns e armas convencionais, além das cidades não seres muito diferentes das atuais. Além disso, vemos inúmeras referências à cultura ocidental, em nomes, filmes e principalmente a música, principalmente aos estilos do jazz e blues (o termo "bebop" é na verdade um estilo de blues, onde a música surge no improviso. Daí o nome da série poderia ser algo como "Cowboy de Improviso"). Tocando no assunto, a trilha sonora composta por Yoko Kanno, e considerada a melhor trilha de um anime, é simplesmente fantástica. A maioria dos estilos de música ocidental é lembrado, da bossa-nova ao heavy metal, mas os estilos que marcam a obra são o jazz e o blues. Os nomes de seus episódios estão sempre relacionados a estilos musicais e músicas famosas (como Sympathy For The Devil, Jupiter Jazz ou Heavy Metal Queen).
Vídeo da abertura do anime, com a música Tank!.
O anime é protagonizado por Spike Spiegel, um caçador de recompensas de 27 anos que parece viver "no mundo lua", estando sempre distraído e despreocupado, mas na verdade é um homem atento e furtivo. Tendo nascido em Marte, foi membro do sindicato criminoso Red Dragon, o qual deixou por problemas envolvendo seu ex-melhor amigo Vicious e sua amada Julia. Por problemas envolvendo seu passado, Spike costuma se autodenominar como "aquele que já morreu uma vez". Este carismático personagem é fã de Bruce Lee, possuindo grandes habilidades de luta com o Jet Kune Do (estilo de luta criado por Bruce Lee), sendo também um ótimo piloto e atirador. Possui uma nave chamada Swordfish II e diz odiar cachorros, crianças e mulheres gananciosas.
Outros personagens da série são Jet Black dono da nave Bebop e um ex-policial que deixou a corporação devido à corrupção, tornando-se parceiro de Spike; Faiye Valentine, uma gananciosa e amnésica mulher nascida na Terra, que vivia aplicando golpes para saldar uma misteriosa dívida hospitalar; Ed, uma menina estranha de jeitos animalescos e também um dos maiores hackers do sistema solar; e Ein, um cão que possui um computador no cérebro, fazendo com que tenha uma inteligência superior à dos humanos.
Cowboy Bebop é um anime fantástico, com uma história marcante e, como já foi dito, diversas referências à cultura ocidental e filmes hollywoodianos. Chega a ser difícil transcrever toda sua magnitude em apenas poucas linhas como neste review. A grande preocupação é de como a adaptação hollywoodina será conduzida. A série tem todo o jeitão para se tornar um grand cult nos cinemas, ainda mais com o criador da série, Shinichiro Watanabe, diretamente envolvido no projeto. Mas os boatos de Keanu Reeves interpretar Spike, dão calafrios...
Pra fechar, confiram um clipe do anime com a música de encerramento, The Real Folk Blues:
See you space, cowboy!
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Code Geass - review
“Ano de 2010 do calendário Imperial, 10 de Agosto. O Sagrado Império da Britannia declarou guerra ao Japão. As ilhas neutras do leste, e a única superpotência do mundo, Britannia. Entre eles estava o epicentro de um conflito diplomático profundamente desgastado criado pelo Japão. Durante a batalha terrestre, o exército de Britannia usou veículos humanóides blindados, Knightmare Flames, pela primeira vez. Seu poder estava além da imaginação e as forças de defesa japonesas foram facilmente derrotadas. O Japão se tornou um território do Império e sua liberdade, direitos e nome foram tomados. Área 11. E este número era o novo nome do Japão após a guerra.”
Estas frases abrem uma das melhores histórias que já tive a chance de acompanhar, cujo review já estava devendo há algumas semanas: Code Geass – Hangyaku no Lelouch (A Rebelião de Lelouch). Dividida em duas temporadas (Code Geass e Code Geass R2), a série foi iniciada em 2006, em parceria de dois grandes estúdios de animação japoneses (Sunrise e Clamp). Contando com uma animação extremamente bem-produzida e uma trilha sonora muito excelente (com canções compostas por bandas famosas no Japão), a série se mantém impecável no quesito de aspectos técnicos.
Lelouch vi Britannia era um dos príncipes da Britannia, um império fictício, tido como a maior potência do mundo (e curiosamente com a mesma localização geográfica dos EUA...). Um dia, sua mãe, a Rainha Marianne, é assassinada no que parece ser um golpe do próprio Império Britannico. Sua irmã mais nova, Nunnaly, acaba ferida e fica paraplégica, além de adquirir uma cegueira psicológica devido ao trauma. Sem maiores explicações, seu pai, o Imperador Charles, os manda para o Japão, pouco antes de realizar a já citada invasão. Lá, Lelouch faz amizade com Kururugi Suzaku, filho do primeiro ministro japonês, e jura diante do amigo que um dia destruirá a Britannia.
Anos depois, Lelouch, agora com 17 anos (e um sobrenome falso, Lamperouge), vive com a irmã como um estudante britannico num Japão (agora chamado de Área 11) dominado por seu odiado país de origem. Um dia, acaba se envolvendo num incidente onde soldados britannicos perseguiam terroristas, membro
s da Frente de Libertação Japonesa, que haviam roubado uma poderosa arma, e encontra Suzaku trabalhando para o exército britannico. A tal “arma” roubada era na verdade uma garota misteriosa, conhecida apenas como C.C. (lê-se “Ci Two”), que concede a Lelouch o poder supremo do Geass: sempre que olhasse nos olhos de alguém, Lelouch poderia dar uma ordem a esta pessoa, que seria cumprida imediatamente! Fazendo uso deste incrível poder e de sua mente brilhante, Lelouch une-se aos rebeldes japoneses como o justiceiro mascarado Zero, proclamando-se aliado da justiça e protetor dos oprimidos. Na verdade, seu objetivo é destruir o Império Britannico e construir um mundo onde sua irmã poderia viver feliz.
Code Geass possui um roteiro muito bem-desenvolvido, que mantém quase sempre o ritmo frenético, ao contrário do que ocorre em alguns animes que parecem querer enrolar o espectador. É difícil assistir pelo menos os cinco primeiros episódios e não querer saber os rumos que vão tomar a história.
Um dos focos do anime é a eterna oposição entre os até então amigos Lelouch e Suzaku. Enquanto Lelouch age pelas sombras, arquitetando uma rebelião através do sentimento de libertação do povo japonês, Suzaku, um japonês legítimo, serve o Império Britannico acreditando ser este o caminho correto de provar o valor de seu povo, chegando mesmo a tornar-se um cavaleiro do Império da Britannia.
Outro ponto forte da série são seus personagens, em sua maioria muito interessantes, como o próprio Lelouch, um anti-herói extremamente carismático, e a misteriosa C.C., sempre ao lado deste, mas sem nunca revelar seus reais objetivos. Há ainda vários outros, como a bela rebelde de personalidade forte Karen Kozuki, ou antagonistas como Cornelia e Schneizel, príncipes da Britannia e irmãos de Lelouch, que combatem o irmão como Zero sem conhecer sua real identidade. Às vezes, nos dá a impressão que há personagens demais na série, mas dificilmente algum deles é totalmente esquecido, apesar de alguns serem um pouco mal-aproveitados.
A série ainda levanta outros pontos interessantes. Um deles é o ideal representado pelo símbolo, no caso, a máscara do terrorista/justiceiro Zero. Para o povo japonês, Zero é tido como a única chance de libertação, um salvador, enquanto seu alter-ego, Lelouch, está realmente interessado em sua vingança pessoal. Esta temática me lembra situações interessantes como as de filmes como Batman Begins (“Não sou o homem por detrás da máscara. Meus atos definem o que sou.”) e V de Vingança. No final das contas, onde os ideais de Lelouch e Zero entram em conflito?
Outro é o ponto de até onde as ações de um homem (e seus erros) podem afetar os outros à sua volta. Até onde a busca de um objetivo pode levar uma pessoa?
Enfim, Code Geass é uma obra que deveria ser acompanhada não apenas por fãs de anime, mas por todos os apreciadores de uma boa história. Para quem teve sua curiosidade despertada por este pequeno artigo, deixo abaixo os links para baixarem as duas temporadas da série:
Primeira temporada - Code Geass
Segunda temporada - Code Geass R2
“O que significa ser um japonês? Ser uma nação? É a língua? A localização? Algo relacionado ao sangue? Não, é o seu coração! Auto-confiança, princípios e orgulho. Em outras palavras, enquanto você tiver um coração cheio de cultura, não importa onde você viva, você é um japonês!"
- Lelouch/Zero
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Vá assistir Death Note... no teatro!

Acabei de ler essa no JBox.
Death Note, um dos mais populares animes/mangás dos últimos tempos, conta a história de Light Yagami, um estudante que encontra um caderno de um Shinigami (Deus da Morte), que mata a pessoa cujo nome é escrito nele. Light decide punir os criminosos do mundo, mas acaba sendo perseguido pelo maior detetive do mundo, um homem misterioso conhecido apenas como "L".
A adaptação será feita pela Cia. Zero Zero de Teatro no palco do Centro Cultural do Sesi Leopoldina, São Paulo, no próximo dia 9 de Outubro, com entrada franca e direção de Alice K..
Comentário do Coringa: no mínimo bizarro isso aí... gostaria de morar em Sampa só pra ver como ficou essa budega...




