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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Universo Paralelo


Universos paralelos sempre foi um tema recorrente na ficção. Diversas histórias lidam com o tema que existem realidades alternativas, mais ou menos parecidas com as nossas, mas onde certos eventos alteraram o curso da história e criaram uma versão diferente do mundo que conhecemos. Diversas aventuras de ficção cintífica já abordaram este tema. Nos quadrinhos, então, nem se fala. Basta olhar os quadrinhos da DC Comics e histórias como Crise nas Infinitas Terras. O próprio desenho da Liga da Justiça abordou este tema algumas vezes, como quando o vilão Vendel Savage alterou o curso da história, fazendo com que os nazistas ganhassem a 2ª Guerra Mundial ou quando uma Liga da Justiça de uma realidade alternativa resolveu dominar a nossa realidade com mão de ferro.

No entando, às vezes tenho a impressão que as realidades alternativas não são uma característica apenas da ficção. Não que eu esteja dizendo que haja um outro eu numa dimensão paralela, que ao invés de professor seja um fisiculturista (o_O) ou mergulhador submarino. Digo que, às vezes, parecemos pertencer a realidades diferentes em relação às pessoas que nos cercam. Não sei se é efeito de eu estar ficando mais velho ou rabugisse, mas cada vez mais sinto como se eu não fizesse parte do mundo em que a maioria das pessoas vivem. Não me sinto superior tão pouco inferior a esta maioria, mas é uma diferença que incomoda, como se você nunca de fato encontrasse um lugar ao qual você realmente pertence. Parece até a história de Kadoya Tsukasa, o protagonista da série Kamen Rider Decade; sempre viajando de mundo em mundo, resolvendo problemas em cada um deles e nunca encontrando o seu próprio.

No fim das contas, acabamos nós mesmo tendo que criar nosso próprio conceito de mundo. O Universo a qual pertencemos será sempre aquele lugar onde nos refugiamos do mundo alienígena em que vivemos, onde sabemos que pessoas de quem gostamos estão esperando o nosso retorno são e salvo. Nossos mundos podem ser pequenos, mas com certeza são confortáveis.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Orfãos do entretenimento


Isso acontece muitas vezes: você é fã de alguma forma de entretenimento, seja ele um programa de TV, revista, banda, ou alguma outra coisa. De repente, a coisa acaba. E agora, José?

Pode parecer até uma coisa boba assim vista superficialmente, mas muitas das vezes o fim de algo que gostamos pode marcar etapas em nossas vidas. Eu, por exemplo, como jogador de RPG, passei toda minha adolescência colecionando a revista Dragão Brasil, que tratava sobre este jogo. Mesmo durante épocas em que eu passava mais de um ano sem jogar, eu ainda comprava a revista, apenas pelo prazer de lê-la. O estilo da revista comandada pelo "Trio Tormenta" (Marcelo Cassaro, Rogério Saladino e J.M. Trevisan) acabou influenciando muito meu estilo de escrita, e foi um marco durante um bom período da minha vida. Quando a revista acabou, lá por meados de 2005, me senti órfão da mesma. Uma coisa que acompanhou minha adolescência inteira havia chegado ao fim, e senti que uma etapa da minha vida havia se encerrado.

Diversas outras coisas também passaram nestes meus quase 24 (icks!) anos de existência. Os progaramas infantis que eu assistia na TV Cultura, por exemplo. Impossível eu me esquecer d' O Fantástico Mundo de Beakman ou Doug, por exemplo. E havia também o programa nonsense Sobcontrole, na BAND, apresentado pelo Marcos Mion, como seus Shit-Shows, Miclones e a presença de Rodrigo Scarpa (o Repórter Vesgo, do Pânico) como o impagável Corvo (personagem que até hoje eu adoro imitar e que já até me rendeu apelidos e nicks na época em que freqüentava o chat da UOL) e suas matérias extremamente engraçadas no "Corvo Repórter".

Enfim, são memórias que guardamos com carinho e que de alguma forma influenciaram na formação de algum ponto da minha personalidade (e me transformaram neste nerd que vos dirige a palavra... xD). Citei apenas algumas, pois a lista seria imensa demais e ia fazer com que metade dos leitores deste blog desistissem do post (a outra metade provávelmente já desistiu quando viu a foto do Corvo com o Mion ali do lado...).

E vocês, são órfãos de quê? Minha curiosidade me impede de não perguntar, então, deixem algo nos comentários falando sobre vocês.

Pra fechar, deixo 3 links - os únicos que achei no Youtube... :( - com uma reportagem no nosso amado (?) Corvão. Fui!

Parte 1
Parte 2
Parte 3

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Tudo mastigado, do jeito que o povo gosta.


Em recente entrevista recente ao L.A. Times o bruxo dos quadrinhos Alan Moore deu a seguinte declaração sobre a indústria cinematográfica:

"Nos tornamos filhotes de passarinhos, sentados com os bicos abertos esperando que a mamãe pássaro (A indústria cinematográfica) regurgite uma pasta de minhocas mortas mastigadas nas nossas bocas... (...) Eu estou de saco cheio disso tudo, será que eles não conseguem criar nada novo?"

A indignação do bruxo se dá pela adaptação cinematográfica de sua história em quadrinhos Watchmen, considerada uma obra prima neste meio (saiba mais aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen).

O pior é que o barbudo está coberto de razão. O cinema e o meio televisivo está acabando com a capacidade das pessoas de fantasiar, usar a imaginação e pensar. Tudo mostrado tão pronto deixa o público mal-acomodado. Por que alguém leria os volumes da obra "O Senhor dos Anéis" se os filmes estão ali, mastigadinhos pro grande público? Por que a garotada ia querer usar a imaginação num jogo de RPG se temos ali o PC ou o Playstation 3 com gráficos ultra-revolucionários?

O pior é que isto está criando uma geração meio alienada, com preguiça de pensar. Os jovens de hoje em dia têm dificuldades de usar sua capacidade criativa ou interpretar questões e textos simples.

No final das contas, acaba que hoje em dia quem usa a imaginação e tenta pensar um pouco geralmente é tido como louco ou esquisito. Parece que pensar é querer ser "do contra", quase um crime.

Pense nisso.