No último domingo, no meio da tarde, fui surpreendido por uma triste notícia; uma das maiores vozes não só do rock n' roll, mas do mundo da música, havia deixado este mundo.
Ronnie James Dio morreu aos 67 anos, vítima de um câncer no estomago. Isso vocês já devem saber pelas notícias net afora, mas eu não poderia deixar a morte de um artista de tamanha grandeza passar em branco por aqui.
Conheci o trabalho de Dio pela primeira vez em 2004, através de um amigo. Na época, estávamos montando uma banda de covers de heavy metal e meu amigo Lucas, guitarrista da nossa banda, sugeriu que tocássemos Rainbow in the Dark. Aos poucos fui ouvindo todo o álbum Holy Diver e por conseguinte toda a carreira do baixinho do metal, dono de uma voz potente que praticamente ninguém se atreve a criticar, independentemente do gosto musical.
Descanse em paz, Mestre. Fizeste um belo trabalho aqui na Terra, e seu legado perdurará para sempre.
Pra fechar, uma versão ao vivo de minha música favorita de sua carreira solo - Caught in the Middle:
Após um longo tempo sem aparecer, a coluna musical aqui do Chamando o Coringa está de volta. Desta vez, venho lhes apresentar a banda norte-americana de hard rock Living Colour.
Formada pelo guitarrista inglês Vernon Reid, destaca-se por uma banda de rock formada apenas por músicos negros. Seus outros membros eram o vocalista Corey Glover (que ao contrário do que já foi dito por aí, NÃO é filho do ator Danny Glover), pelo baixista Muzz Skillings e pelo baterista William Calhoun. O nome da banda foi inspirado em uma "vinheta" da rede de TV NBC: "The following program is brought to you in living colour" (parecido com "O programa seguinte é trazido até você em cores vivas"), contrariando a crença de que o nome seria este por causa da cor da pele dos músicos.
Logo no começo da carreira da banda, o vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, assistiu a uma de suas apresentações, ficando muito impressionado, e fez com que conseguissem um contrato com a Epic Records. Seu primeiro álbum, Vivid, que também foi produzido por Jagger, ficou em sexto lugar nas paradas americanas. O fato de terem sido a banda de abertura dos Stones na época, fez com que atingissem fama internacional. Após a produção do segundo álbum, Time's Up, o baixista Skillings resolve deixar o grupo, sendo substituído por Doug Wimbish, um antigo amigo da banda. Em 1993, lançam mais um álbum, Stain, com uma faixa cover, Shunshine for Your Love, do Cream, que foi trilha sonora do filme True Lies.
Em 1994, Reid, o fundador da banda, resolve abandonar o grupo, e os demais músicos resolvem não continuar sem ele. A banda ficaria inativa até 2000, quando Reid anuncia seu retorno, e em 2003 é lançado o álbum Collideøscope, que contém covers do AC/DC (Back in Black) e The Beatles (Tomorrow Never Knows).
A música selecionada para aparecer aqui é a minha favorita da banda, Oppen Letter (to a Landlord), do primeiro álbum. Como o clipe da versão de estúdio está com a incorporação desabilitada, colocarei aqui uma versão ao vivo da mesma, gravada em 92, aqui no Brasil, durante o Hollywood Rock (tem uma certa firula antes de começar, caso não queira esperar, arraste o vídeo para certa de 2:10), onde Corey dá uma "enrolada" na frase de início. Caso queiram conferir a versão de estúdio, deixarei o link abaixo.
Já havia algum tempo que eu não falava de música por aqui, então venho desta vez trazendo a coluna musical deste folhetim virtual, a Joker Playlist.
A banda que apresento desta vez é o Symphony X. Fundada em 1994, pelo guitarrista Michael Romeo, é uma das grandes bandas na cena do metal progressivo hoje em dia. Seu vocalista, Russel Allen, que integra a banda desde o segundo álbum, possui uma das mais belas e potentes vozes do metal.
A música que lhes apresento, Awakenings (do álbum The Odyssey), é uma das mais belas composições que já tive a chance de ouvir. Iniciando de modo lento, numa atmosfera que me faz recordar ao jogo Castlevania - Symphony of the Night, vai ganhando peso para chegar a um magistral solo de piano, mesclando peso e melodia de forma excepcional.
Sua letra é bem reflexiva, uma das quais eu mais me identifiquei no decorrer da vida. Chega de papo, confiram esta obra prima do heavy metal por vocês mesmos.
LETRA:
Needless to say, another day has passed away Yet everything, and nothing, has changed Awake I lie, my thoughts get lost up in the sky Needless to say, nothing will change...
Maybe a mystic - with fortunes to tell... Surrender my coin at the old wishing well... Maybe the stars will align in the night... To show me the path that is right
'Would've been's and 'could've been's they waste my days away the colors of my life dissolve and fade to gray
So many paths of promise Indecision poisons my mind If only I had seen the signs - so blind
Yet I must carry on - on and on
A haunting vision torments me It smothers and steals my dreams I see an old man in the mirror cold and bitter starring back at me
Here I am - at the crossing of life I stand On my own - looking down the road Hear my cry - answer me Still I'm searching yet the truth is unknown - though the night is cold I walk the road alone
No post de hoje temos o segundo Joker Playlist - a coluna de música underground (aka músicas que a massa desconhece) deste blog. Hoje, vou lhes apresentar uma cantora japonesa: YUI.
Yoshioka Yui, a linda japinha da foto ao lado é uma cantora de pop rock japonês, nascida em 26 de março de 1987, em Fukuoka, Japão. Dona de uma voz suave, faz grande sucesso no território japonês, tendo seu primeiro álbum From me to You, de 2006, recebido grandes elogios da crítica (não que eu ligue muito pra opinião de críticos musicais, mas é sempre bom citar coisas positivas sobre os artistas de quem gostamos).
Yui é conhecida pelos fãs de anime graças a canções de sucesso emplacadas em várias séries, como Life e Rolling Star, ambas presentes na série Bleach. Atualmente, tem sua música Again como tema de abertura da série Fullmetal Alchemist: Brotherhood (nova série animada, recontando a história dos irmãos Elric de modo mais próximo ao mangá original - aliás, esta é uma série sobre qual devo escrever algo sobre em breve). E é o clipe desta música que vamos conferir neste post, (cliquem aqui para conferirem a tardução da letra):
Deixo vocês ao som da YUI, e pra quem gostou do Mekanaizer, espere que em breve tem um novo capítulo!
Fala povo! Carnaval passou (graças a Deus...) e agora o ano começa pra vale no Brasil. Como o Coringa já voltou de suas férias em Tangamandápio, hora de botar a mão na massa aqui denovo, e aproveito pra inaugurar uma seção nova aqui no blog.
"Joker Playlist" vai tratar de música, falando de bandas, cantores e músicas que o Coringa curte. E a banda de estréia é o Lordi!
Kita, Ox, Mr. Lordi, Amen e Awa.
Na década de 70, o Kiss inovou o mundo do rock ao trazer seus integrantes mascarados, numa espécie de fantasia de super-heróis. Posteriormente, outras bandas seguiram o esquema de tocarem maquiados, como as bandas de hard rock glam ou o pessoal do black metal. Em 96, o músico finlandês Tomi Putaansuu (o Mr. Lordi, vocalista da banda) criou sob este conceito de banda mascarada o Lordi, que só veio a se tornar conhecida em 2002. O conceito da banda é remeter aos clássicos filmes de terror da década de 80 e 90 e, por isso, todos seus integrantes se fantasiam de monstros durante seus clipes e shows (num processo de maquiagem que deve demorar horas e ser quente pra caramba... imagino o sufoco que a banda não passaria no Brasil sendo eles finlandeses e com um calor desses por aqui...). A banda adquiriu fama internacional após vencer o festival Eurovision 2006 com a música Hard Rock Hallelujah e se apresentar no palco principal da Ozzfest em 2007.
A banda já passou por diversas formações, sendo a atual coposta por Mr. Lordi (vocalista), Amen (guitarrista), OX (baixo) Awa (tecladista) e Kita (baterista). O som da banda segue uma linha hard n' heavy (hard rock com pitadas de heavy metal), e com vocais pesados e ao mesmo tempo melódicos. Seus clipes e letras remetem sempre a filmes de terror B. Sua discografia contém os seguintes álbuns: Get Heavy (de 2002), The Mosnterican Dream (2004), The Monster Show (2005), The Arockalipse (2006) e Deadache (2008).
Pra fechar, deixo vocês com o melhor clipe da banda na minha opinião: Blood Red Sandman.