
Em 1991, chegava para o
Mega Drive um jogo que marcou época para muitos.
Streets of Rage (ou
Bare Knuckle, como é conhecido no Japão) é um jogo do gênero
beat'em up (algo como "bata em todos") e é considerado o concorrente direto de
Final Fight no ramo, sendo um dos grandes clássicos da
Sega e da história dos viedogames.
A história do jogo não é das mais profundas. Naquele tempo, o videogames de um modo geral não possuíam histórias complexas, mas, sinceramente, aqui isto não faz a menor falta. Rementendo os filmes policiais e de artes marciais dos anos 80, Streets of Rage mostra uma cidade, outrora pacífica, dominada por um poderoso Sindicato do Crime, liderada por Mr. X. Até mesmo a polícia havia se rendido à corrupção da cidade, que mergulhava no caos. Revoltados com isso, três policiais resolvem ir às ruas e fazer justiça com as próprias mãos.
Axel Stone é o personagem principal da série. Nesse jogo, possui ataque e velocidades bons, mas seu pulo e voadora são baixos e de curto alcance;
Adam Hunter, o "negão" era o personagem mais popular na época do jogo, sendo o mais forte dos três, porém um pouco lento; e
Blaze Fielding, a garota do jogo é a mais veloz, mas possui pouca força.

O jogo possui uma jogabilidade extremamente simples, porém divertíssima. Existem apenas 3 botões de comando. O botão
A é o "ataque especial do jogo". Apertando este botão, você chama um carro de polícia que dispara um poderoso tiro de bazuca (player 1) ou um chuva de tiros de metralhadora (player 2), que matam todos os inimigos da tela e/ou retira grande parte da energia dos chefes. Normalmente só pode ser usado apenas uma vez por "vida"; o botão
B era o ataque básico. Pressionado repetidamente contra um inimigo, faz uma seqüência de golpes, enquanto
C era o botão de pulo. Haviam outros ataques, que podiam ser ativados combinando os botões, como voadoras, joelhadas e agarrões que eram mortais contra a maioria dos inimigos.
Como era de praxe nos jogos do estilo, haviam itens para auxiliar sua jornada de fúria contra os bandidos como comidas que restauravam sua energia e armas que aumentavam seu dano.

Quanto os aspectos técnicos, os gráficos eram bons pra 1991. Nada a reclamar deles, exceto pelo excesso em reutilizamento de sprites (os das chefes da fase 5, por exemplo, são os mesmos de Blaze, com as cores trocadas...). O jogo possui um bom nível de jogabilidade e desafio, principalmente nas últimas fases, onde os inimigos vêm aos montes e vc deve enfrentar novamente os chefes anteriores. O grande trunfo deste jogo está em sua trilha sonora; composta por
Yuzo Koshiro, é composta por uma música dance de ótima qualidade, bastante influênciada por artistas de sucesso da época. Até hoje é considerada uma das melhores trilhas sonoras em jogos de videogame, ganhando constantes homenagens e remixes. Se quiser, pode conferir algumas delas
aqui. Apenas as vozes femininas são ruins (paracem uma corda de guitarra desafinada arrebentando... defeito q se repete em todos os jogos da série).
A série rendeu ainda duas continuações (que falarei sobre em outra ocasião), sendo a segunda parte considerada a melhor delas.
Enfim, Streets of Rage é um grande clássico da história dos videogames e da geração 16-bits. Quem pegou esta época sabe o peso que o jogo teve. A quem não conhece, recomendo que corram atrás dele pelos emuladores da vida. O Coringa recomenda! ^^